Cursos e Workshops – CS

 
 

Punções vasculares fazem parte do dia a dia do anestesista, sejam elas venosas (periféricas ou centrais) ou arteriais, e algumas vezes tornam-se desafiadoras. Neste workshop será mostrado como melhorar a sua habilidade prática, e quais os melhores dispositivos para cada situação. O curso é composto por aulas teóricas, onde as técnicas de punção serão discutidas, mostrando como novos aparelhos e dispositivos podem auxiliá-los. Casos reais de complicações relacionadas a punções serão discutidos, mostrando como evitá-las. Na parte prática haverá uma estação para a prática da punção guiada por ultrassonografia e outra para escaneamento dos pontos de punção vascular (arterial ou venoso), além de estações com os diversos dispositivos de punção disponíveis no mercado. Vamos praticar da melhor forma e com segurança.


A anestesia obstétrica constitui situação desafiadora para o anestesiologista, pois visa à manutenção da saúde e da vida de dois pacientes ao mesmo tempo: mãe e feto. Desta forma, a atuação do médico anestesista nos períodos pré, intra e pós-parto é fundamental em nosso sistema de saúde.

O binômio materno-fetal tem características anátomo-fisiológicas peculiares. Somando-se a isso nos deparamos, eventualmente, com gestantes que apresentam a coexistência de condições fisiopatológicas crônicas ou inerentes a este período. Situações especiais da prática diária, mesmo as mais corriqueiras, tornam-se um grande desafio durante o atendimento a este grupo de pacientes. Assim a sua abordagem, bem como o encaminhamento de possíveis complicações e intercorrências, devem ser precisos e sistematizados.

O Workshop de Anestesia em Obstetrícia aborda, de forma teórico-prática, situações críticas no atendimento obstétrico que impactam diretamente na morbimortalidade materno-fetal. Desta forma, este workshop visa atualizar algumas condutas e tratamentos frente às emergências obstétricas, a fim de capacitar o médico anestesista a atuar de forma ativa na diminuição da morbidade periparto, focando nas evidências científicas e na melhor prática da anestesia obstétrica.


A introdução da ultrassonografia na anestesia regional trouxe o aumento do interesse na área com desenvolvimento de novas técnicas e aprimoramento de outras, com redução do risco de complicações e aumento do sucesso nos bloqueios regionais. Visando a disseminação e treinamento de técnicas, apresentamos os cursos teórico-práticos (comhands-on em manequins humanos) de anestesia regional guiada por ultrassonografia. O curso básico visa à introdução à anatomia e sonoanatomia das técnicas de bloqueios de membros superiores e inferiores mais comuns e prevalentes na prática clínica diária. Ainda, disponibiliza a oportunidade de treinamento do alinhamento de agulhas em modelos phantom e acessos vasculares guiados por ultrassom. O curso avançado promove imersão em técnicas mais complexas de bloqueios de membros superiores e inferiores, bloqueios de parede torácica, abdominal e neuroeixo guiadas por ultrassonografia. Os participantes podem usufruir de conteúdo teórico seguido de aplicação prática em pequenos grupos, além da discussão de casos e troca de ideias com os instrutores que possuem ampla experiência na área.


O Workshop de Anestesia Venosa traz a técnica para a prática diária de forma simples e objetiva. Com uma abordagem acessível, instrutores aficionados pelo tema vão desmistificar conceitos farmacológicos aparentemente complexos, como volume de distribuição, concentração alvo e meia vida contexto sensível. Serão discutidos também temas relevantes como memória intraoperatória, hiperalgesia e anestesia poupadora de opóides. E na sala de simulação será feita a indução e condução de casos clínicos típicos do dia a dia em adultos e crianças, com as bombas de infusão alvo controlada mais utilizadas, de forma a habilitar o iniciante a começar a usar a técnica já no dia seguinte ao curso.


Um dos objetivos da anestesia é proporcionar a inconsciência durante procedimentos ou cirurgias, com manutenção da homeostase. Mas apenas uma pequena parte do currículo de formação do anestesiologista é investido na compreensão dos princípios e ferramentas disponíveis para interpretar a monitorização da função cerebral durante a anestesia.

O Workshop de Monitorização Cerebral tem a finalidade de preencher esta lacuna de conhecimento, aprofundando os conceitos de neurociência voltada para a pratica do anestesiologista no Brasil.

O curso consiste em aulas expositivas e é concluído com uma sessão de casos e aprendizado baseado em problemas. Para cada um dos cenários expostos, será discutido o papel dos dispositivos de neuromonitorização e os aspectos intrínsecos relacionados à técnica e às particularidades do paciente anestesiado.

O curso possibilita ao anestesiologista a oportunidade de se aprofundar e difundir o conhecimento sobre como interpretar os sinais provenientes do cérebro, contribuindo para a manutenção da anestesia individualizada e ainda a otimização do desfecho neurológico e cognitivo do paciente submetido a diferentes tipos de procedimentos cirúrgicos.


Curso de Suporte Avançado em Anestesia Pediátrica (SAAP) tem como objetivo o treinamento e a capacitação de médicos anestesiologistas frente a situações de crise que ocorrem no cenário da anestesia de pacientes pediátricos. Para isso, contamos com diversos recursos e métodos de ensino, que incluem aulas teóricas, treinamentos práticos por meio de workshops e simulações realísticas, todos ministrados por anestesiologistas experientes em anestesia pediátrica e com prática nos métodos de ensino para adultos. Por meio do curso SAAP, o anestesiologista terá a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos em temas delicados da anestesia pediátrica, aprimorando suas habilidades técnicas e comportamentais por meio de treinamentos práticos, ajudando no diagnóstico precoce e tratamento das situações de crise e melhorando, assim, a segurança e a qualidade na abordagem clínica dos pacientes pediátricos.


O Workshop de Monitorização Hemodinâmica é teórico-prático.Na parte teórica, é abordada inicialmente a fisiologia cardiovascular, fundamental para que os alunos possam compreender todos os assuntos que se seguem. Na sequência, os conceitos mais atuais envolvendo reposição volêmica, terapia guiada por metas e monitorização hemodinâmica serão discutidos, por meio de casos clínicos e aulas expositivas.

A nova edição dará especial destaque a assuntos mais controversos, como escolher entre terapia restritiva ou liberal, ou balanço zero de reposição volêmica durante o período peri operatório.

Para a parte prática, será utilizado um cenário de simulação realística, permitindo aos alunos a aplicação dos conceitos discutidos durante as aulas teóricas, como se estivessem vivenciando uma cirurgia comum do dia a dia.

Ao final do curso, o aluno será capaz de identificar os pacientes de alto risco para complicações, indicar a monitorização hemodinâmica mais adequada para cada grupo de doentes e praticar a terapia guiada por metas.


O Workshop de Intervenção em Dor tem como foco o controle da dor aguda pós-operatória e suas consequências, utilizando técnicas intervencionistas, usualmente guiadas por ultrassonografia. O curso terá ênfase em cirurgias de grande porte (artroplastia de quadril e joelho, mastectomia e cirurgias torácicas) que podem levar a dor persistente pós-cirúrgica e nos pacientes com dor oncológica em uso de opioides e que necessitam de abordagens mais complexas no pós-operatório. O curso também aborda medicações analgésicas sistêmicas como ANIHs, analgésicos e opioides assim com adjuvantes (cetamina, clonidina, gabapentinoides, antidepressivos, anestésicos locais e relaxantes musculares).

O curso será ministrado em quatro módulos: 1 - Dor aguda pós-operatória, pós-cirurgia de grande porte - O que fazer? 2 - Curso de implantação de bombas de infusão e PCA em pacientes com dor pós-operatória de difícil controle. 3 - Analgesia multimodal: farmacodinâmica e farmacocinética. 4 - Analgesia em pacientes com dor oncológica em uso de opioides submetidos a anestesia.


A simulação realística tem sido validada como potente ferramenta de ensino para várias especialidades médicas, incluindo a Anestesiologia.

A criação de cenários promove evidências de que o anestesiologista atua de forma similar durante os casos de simulação e os casos reais na sala cirúrgica.

O adequado conhecimento técnico do efeito que o ambiente de simulação exerce no comportamento durante o trabalho em equipe é crucial para criar experiências de aprendizado válidas e úteis na prática diária.

O objetivo deste curso de imersão é abordar e experimentar técnicas para a realização de atividades em cenário de simulação, utilizando diversas metodologias de aprendizagem, incluindo discussões e cenários clínicos com simulação de alta fidelidade.

Os participantes são expostos aos diversos papéis do cenário, para compreenderem a dinâmica da simulação, e também aprendem como conduzir os debates ou debriefings.

Com a aplicação da parte didática, a ideia é que este curso seja um ponto de encontro de especialistas interessados e atuantes na simulação clínica para o desenvolvimento de treinamentos e processos de segurança em saúde. A anestesiologia há anos é comparada à aviação, então nada melhor do que aderir efetivamente às metodologias há muito utilizadas.


O paciente está sangrando, e agora? Plasma? Crio? Já sei, um hemoderivado! Mas qual é mesmo? Como era o INR prévio? Tem tromboelastograma aqui? Já fez ácido tranexânico? E precisava? E a plaqueta, alguém lembra? E vai demorar tudo isso aí?

Quantas perguntas mais cabem aqui?
Neste workshop serão respondidas cada uma delas, com demonstração de conhecimentos necessários para o tratamento de distúrbios de coagulação. Será apresentado o novo modelo proposto para explicar nosso sistema de coagulação (desmistificando) e, mais do que isso, como este novo conhecimento se aplica na prática diária. Nas aulas teóricas serão abordadas as estratégias de tratamento e monitorização disponíveis (quando e como indicá-las), e ao final disto qual o impacto destas condutas sobre o desfecho do paciente. E claro, será apresentada também uma visão sobre gestão e aspectos farmacoeconômicos do assunto. Na parte prática serão discutidos alguns casos baseados em situações reais, colocando em prática as estratégias terapêuticas e de monitorização. Junto à prática, os participantes terão contato com os aparelhos de tromboelastograma, podendo manuseá-los e esclarecer dúvidas quanto ao uso no serviço de anestesia.

Há um novo conceito em coagulação e queremos que ele faça parte da sua rotina, seja ela qual for!


O Workshop de Monitorização Intraoperatória por Meio da Ecocardiografia foi elaborado para que os anestesiologistas adquiram conhecimentos sobre esta ferramenta de monitorização hemodinâmica (indicações, contraindicações, técnicas de utilização). Através de sessões teóricas e práticas divididas da seguinte forma:

1 - Hands-on dissecação de coração porcino e correlação ecocardiográfica: este wetlab tem como objetivo o estudo da anatomia cardíaca e o entendimento de como as imagens ecocardiográficas em 2D são criadas.

2 - Estação prática ETT com modelos humanos: a intenção é o aprendizado da aquisição e otimização de janelas para realização do US cardíaco focado e de medidas hemodinâmicas como o cálculo do débito cardíaco e as estimativas das pressões de enchimento.

3 - Estação prática com simulador ETE: a simulação tem revolucionado a medicina, pois, em pouco tempo, os participantes verão casos clínicos que levariam meses para vivenciarem na prática clínica. Por meio do simulador, o participante poderá aprender a aquisição das 11 janelas do ETE básico e discutir casos, em tempo real, de situações clínicas como tamponamento cardíaco, disfunção ventricular, hipovolemia entre outros.

4 - Estação prática, vídeos e ETE: a finalidade da estação é discutir casos clínicos reais, onde a ECO modificou o manejo hemodinâmico e alterou o desfecho do paciente.

É a era da ECOCARDIOGRAFIA na anestesia!


A execução segura, seja de uma anestesia ou de um voo, é uma composição de habilidades técnicas (que aprende-se na faculdade e aprimora-se com experiência e treinamentos); equipamentos (aparelhos de anestesia, monitores, etc.); processos (como checar equipamentos e medicações, checklist de cirurgia segura); e habilidades não técnicas ou soft skills.

Cooper et al. afirmavam, já em 1978, que a grande maioria (82%) dos incidentes graves na anestesia ocorriam não por falha em equipamentos, mas sim pelos “fatores humanos”. Entender que somos humanos, sujeitos a erros e vieses cognitivos, saber trabalhar em equipe e ter uma comunicação efetiva são apenas alguns itens das habilidades não técnicas.

A aviação trabalha há décadas os quatro elementos de segurança, ao passo que os avanços na segurança anestésica ocorreram, principalmente, às custas dos três primeiros.
Este workshop tem como objetivo abordar como os erros acontecem, e de que modo as habilidades não técnicas podem nos ajudar a aumentar ainda mais a segurança anestésica. Para tanto, aulas teóricas são combinadas com cenários de simulação com manequins de alta fidelidade ou com atores que propiciam o ambiente seguro e adequado para discussão sobre situações de risco e comunicação de más notícias.


As complicações respiratórias no perioperatório são problemas comuns e podem aumentar a morbimortalidade dos pacientes cirúrgicos. Além disso, muitos fatores potenciais agravam esta condição como a lesão pulmonar induzida pelo próprio suporte respiratório inadequado no intraoperatório. Desta forma, o workshop de Ventilação Mecânica tem por objetivo retratar temas relevantes da assistência ventilatória durante o perioperatório, com abordagem simples e prática.

Atividades com 10 horas de aulas teóricas e práticas sobre alterações fisiológicas relacionadas à ventilação mecânica, modos ventilatórios, monitorização da ventilação com curvas e loops, ventilação no paciente obeso, ventilação no paciente com DPOC e asma e ventilação mecânica protetora no intraoperatório são oferecidas aos alunos neste curso. Diante disto, os alunos são capacitados para guiarem a ventilação mecânica nas situações clínicas mais comuns do dia a dia.

O Centro de Simulação SAESP tem estrutura que comporta a instalação de diversos ventiladores de anestesia, parceria da sociedade com as principais empresas do mercado, o que permite aos alunos colocarem em prática os conceitos teóricos adquiridos nas aulas.


O adequado controle da via aérea, no ambiente do centro cirúrgico, de terapia intensiva ou de emergência constitui enorme desafio aos profissionais envolvidos. A falha na identificação e estratificação dos riscos envolvidos no manejo da via aérea, pode levar ao surgimento de eventos adversos e situações catastróficas. O Workshop de Via Aérea, com instrutores altamente qualificados, busca apresentar as novas abordagens no manejo das situações de crise e os fatores humanos relacionados aos eventos adversos, bem como a apresentação de algoritmos e enfoque prático no uso de dispositivos e suas técnicas.

Os participantes terão contato com os vários dispositivos relacionados ao controle das vias aéreas, podendo escolher, com crítica, aqueles que melhor se adaptam à sua prática diária e realidade local.