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O que é ANESTESIA? É perigoso? Qual o profissional que faz a anestesia? Vou sentir dor? Estas e tantas outras questões surgem na cabeça de todos quando sabem que vão fazer uma operação ou um exame sob anestesia. Então, vamos por partes.

O que é anestesia

Trata-se de um procedimento médico, realizado por um anestesiologista, através de medicamentos e técnicas que bloqueiam a sensação de dor, e, dependendo do tipo de anestesia, outras sensações, durante uma cirurgia ou um exame. Esta ausência de dor é temporária e alguns destes medicamentos utilizados podem ter outros efeitos também, chamados efeitos colaterais.

Quem é e o que faz o anestesista?


O anestesista ou anestesiologista é o médico que, após 6 anos de graduação em uma faculdade de medicina credenciada pelo Ministério da Educação, faz um curso de 3 anos de especialização e treinamento em Anestesiologia, em um ou vários hospitais, o qual inclui períodos de práticas em diversos setores: Centro Cirúrgico, Centro Diagnóstico, Unidade de Terapia Intensiva, Consultório de Avaliação Pré-Anestésica e de Dor. Ao finalizar, obtém o título de Especialização em Anestesiologia, reconhecido pelo Conselho Regional de Medicina de seu estado, Associação Médica Brasileira e Sociedade Brasileira de Anestesiologia.

Durante uma anestesia, o anestesiologista permanece ao lado do paciente durante todo o procedimento para garantir que ele se mantenha em segurança. É fundamental que o anestesiologista conheça a clinica do paciente: as doenças existentes além da enfermidade cirúrgica, chamadas comorbidades, medicações que faz uso, cirurgias anteriores e possíveis complicações havidas, hábitos como alcoolismo e drogas, etc. Durante a cirurgia ou exame, o anestesista monitoriza sua pressão arterial, frequência cardíaca, oxigenação e outros sinais vitais, repõe as perdas de sangue e líquidos do organismo garantindo o equilíbrio hidroeletrolítico (homeostase do organismo), protege o paciente do frio (hipotermia) e de lesões por mau posicionamento na mesa cirúrgica, previne infecções e o tromboembolismo (formação de coágulos) e administra medicações para minimizar desconforto, dor, náuseas e vômitos quando o procedimento terminar. É o profissional que está mais preparado para qualquer intercorrência clínica que aconteça durante uma cirurgia.


Quais tipos de anestesia existem


O objetivo de qualquer anestesia é que o paciente fique confortável e sem dor durante a cirurgia ou exame a que será submetido. O tipo de anestesia escolhido depende da consideração de alguns fatores, como o procedimento que será realizado, a condição de saúde física e psicológica do paciente, vantagens e desvantagens de cada alternativa, suas possíveis complicações e a preferência do paciente, dependendo das opções tecnicamente possíveis para a cirurgia proposta.



Existem basicamente três tipos de Anestesia: Geral, Regional ou Loco regional e Local

Anestesia Geral

É o tipo de anestesia administrada para cirurgias mais longas e maiores, que além de analgesia – que é a ausência de dor, causam a perda da consciência e de reflexos que permitem ao cirurgião cortar tecidos, retirar tumores ou órgão, sem que o paciente sinta dor, se movimente ou tenha reflexos, como os da tosse por exemplo. Muitas vezes, dependendo da cirurgia, exame, ou do paciente, é preciso passar um tubo nas vias aéreas superiores do paciente (tubo endotraqueal) para que sua ventilação seja feita por um ventilador artificial ou mecânico, o que é realizado sem que o paciente sinta ou perceba. São utilizadas medicações analgésicas, que podem ser administradas em uma veia (endovenosas), como o opióide Fentanil, ou inalatórias (administradas pelas vias respiratórias), como o isoflorano e sevoflurano, para que a cirurgia ou exame ocorra sem dor. Para que o paciente fique inconsciente, administra-se fármacos hipnóticos, como o Propofol, e também podem ser injetados medicamentos que promovem relaxamento dos músculos, os bloqueadores neuromusculares.

A anestesia geral compõe-se nas fases de: indução, manutenção e recuperação. Na fase de indução da anestesia geral, as medicações são comumente injetadas na veia nos pacientes adultos, mas nas crianças pequenas são administradas por via inalatória (pela respiração), e após dormir, a veia é puncionada e administrado um soro. Após a indução, o paciente rapidamente perde a consciência. Algumas vezes, pode ser necessário, após o paciente estar inconsciente, colocar um tubo na traquéia do paciente (intubação) para que sua ventilação seja feita por um aparelho.

A manutenção da anestesia pode ser feita pela via intravenosa ou com anestésicos inalatórios, como o Sevoflurano, Isoflurano e Desflurano. Ao final da cirurgia ou exame o anestesista reverte algumas medicações, quando necessário, e suspende a administração de outras, que então são eliminadas do organismo e ocorre o despertar da anestesia, em que o paciente recupera a consciência. Após o despertar da anestesia, o paciente é levado para uma sala para ficar sob os cuidados da enfermagem, a Sala de Recuperação Pós-Anestéscica. Neste período, chamado período pós-operatório imediato, alguns pacientes apresentam sintomas como dor, tremores, náuseas ou vômitos, que são avaliados e tratados pelo anestesista.


Anestesia Regional

Causa bloqueio da dor, movimentos e reflexos apenas na região do corpo que será operada, como uma perna, um braço ou toda região do corpo abaixo do abdome. Neste tipo de anestesia o paciente pode ficar consciente, ou, dormir se o médico anestesista administrar na veia medicamentos que causem sono. Os tipos mais conhecidos deste tipo de anestesia são a raquianestesia e a anestesia peridural.

Raquianestesia
Trata-se de administrar um medicamento, chamado anestésico local, por vezes associado a pequenas doses de outras substâncias como a morfina, através da introdução, nas costas do paciente, de uma agulha de calibre bem fino, dentro do espaço subaracnoídeo, onde tem o liquido cefalorraquidiano (LCR) e a medula espinhal. Este anestésico irá bloquear por algumas horas todas as fibras nervosas abaixo do abdome, causando paralisia temporária das pernas acompanhada da sensação de formigamento, peso e dormência. Este efeito desaparece totalmente após 1 a 4 horas, e a sensibilidade e movimento das pernas voltam ao normal.

Anestesia Peridural
É bastante parecida com a raquianestesia, com a diferença que o anestésico local, acompanhado ou não de outras substâncias, é administrado dentro do espaço epidural, bem próximo à medula espinhal de onde saem os nervos espinhais. Para realizar esta anestesia é preciso introduzir nas costas do paciente uma agulha de calibre mais grosso, o que é precedido de anestesia local para o paciente não sentir dor. A vantagem é que este maior calibre permite que um cateter seja introduzido dentro desta agulha, possibilitando a administração de pequenas doses de anestésico local ou de derivados da morfina, por exemplo, que aliviará a dor pós-operatória, sem prejudicar a motilidade do paciente, e facilitando a fisioterapia por vezes necessária após determinadas cirurgias.

A raquianestesia e a anestesia peridural são tipos de anestesia usadas com frequência no parto. No parto normal, promovem alívio da dor e permitem que a mãe possa colaborar com a força necessária. Na cesárea, a mãe pode permanecer acordada, sem receber sedativos na veia e sem dor.


Anestesia Local


É aquela que bloqueia a dor de uma pequena região do corpo, geralmente a pele, o tecido abaixo, tecido subcutânceo, e as mucosas, permitindo que pequenos procedimentos como a retirada de tumores, suturas de pele, biópsias, entre outros sejam realizados sem que o paciente sinta dor alguma. Por ser bem mais simples pode ser realizada por outros profissionais, como dentistas e médicos de qualquer especialidade.

Sedação Monitorada


Consiste na administração de medicamentos com o objetivo de proporcionar conforto ao paciente durante a realização de procedimentos cirúrgicos, ou exames, por diminuição, em diferentes graus de intensidade, do nível de consciência, desde estar acordado e tranquilo, até profundamente sonolento.
É usada em um exame de endoscopia, por exemplo.


O que é avaliação pré-anestésica?

É a consulta clínica feita pelo anestesista antes da realização da anestesia em que são colhidas informações sobre: doenças pré-existentes, uso de medicamentos, incluindo remédios para emagrecer, estimulantes e fitoterápicos, alergias, consumo de álcool, cigarro e drogas ilícitas, cirurgias e anestesias anteriores e se aconteceram complicações. Um exame clínico também é feito, incluindo avaliação da abertura de boca, da cavidade oral, dos dentes, mobilidade do pescoço, entre outros, para prever se haverá dificuldade em acessar as vias aéreas superiores, caso seja necessário. Baseado nas condições clínicas do paciente e no procedimento proposto, o anestesista pode solicitar exames complementares e avaliações de outros especialistas. Nessa avaliação, o anestesista explica para o paciente qual a técnica anestésica planejada e esclarece suas dúvidas em relação à anestesia. No período pré-operatório, alguns hábitos como cigarro, álcool em excesso e drogas devem ser suspensos e algumas medicações precisam ser suspensas e outras mantidas; é nessa avaliação pré-anestésica que o anestesiologista pode realizar essas orientações.

Os medicamentos anti-hipertensivos, de uma forma geral, devem ser mantidos no pré-operatório, inclusive no dia da cirurgia.
No caso dos pacientes diabéticos, a manutenção ou suspensão dos medicamentos antidiabéticos e da insulina no período pré-operatório depende de alguns fatores, como o tipo de medicação utilizada, a função dos rins do paciente, se haverá uso de contraste no procedimento e quanto tempo o paciente ficará em jejum, tanto antes como depois da cirurgia. O médico anestesiologista, na consulta de Avaliação Pré-Anestésica informará ao paciente quais medicamentos deverão ser suspensos e quantas horas ou dias antes do procedimento, se for este o caso.

De forma geral, os medicamentos para asma e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) devem ser mantidos no período perioperatório, inclusive no dia da cirurgia. Da mesma forma, os pacientes que fazem tratamento de hipotiroidismo ou de hipertiroidismo devem manter seus medicamentos no período perioperatório.

Em relação aos pacientes que fazem tratamento com medicamentos psicotrópicos, grande parte pode ser mantida no perioperatório, como a maioria dos antidepressivos e ansiolíticos, mas nem todos, como os antidepressivos inibidores da MAO, sendo essencial a avaliação do psiquiatra responsável pelo tratamento para a orientação adequada. Pacientes que fazem tratamento de epilepsia devem manter o uso de seus medicamentos no período perioperatório, inclusive no dia da cirurgia, assim como os pacientes em tratamento de HIV com medicamentos antirretrovirais.
Alguns medicamentos fitoterápicos devem ser suspensos antes da cirurgia, portanto, é muito importante que o paciente não esqueça de informar ao anestesiologista, durante a consulta de avaliação pré-anestésica, toda e qualquer medicação que faz uso, como a Efedra, Ginkgo, Ginseng, Kava, Erva-de-São-João entre outros.


Existe teste para anestesia?


Não existe “teste” para anestesia e também não existe teste para identificar alergias antes da anestesia. Porém, as alergias durante a anestesia e cirurgia são de baixa incidência. É essencial informar o anestesista, durante a avaliação pré-anestésica, alergias que o paciente tenha ciência, por exemplo a um determinado medicamento, alimento, ou ao látex (borracha), pois nesse último caso, a sala de cirurgia é preparada com segurança para ficar livre de látex.

Por que é necessário jejum antes da anestesia?


Durante a anestesia, os mecanismos de defesa que protegem as vias aéreas, como o reflexo de tosse e deglutição, são perdidos. Se o estômago estiver cheio de comida ou líquido, o paciente pode vomitar ou regurgitar o alimento ou o líquido, e esse conteúdo ir para os pulmões e causar complicações pulmonares muito graves. Por isso, é muito importante para a segurança do paciente que ele siga as orientações sobre o jejum pré-operatório de seu médico anestesiologista. Deve-se ressaltar que, mesmo com o jejum, algumas medicações devem ser mantidas, inclusive no dia da cirurgia, mas o anestesiologista irá orientar detalhadamente quais são, a dose, e a forma de ingestão.

Quais são os riscos da anestesia?


Há vários mitos envolvendo os riscos da anestesia, que se originaram no passado, numa época em que as medicações eram muito menos seguras, com muitos efeitos colaterais e não existia a tecnologia atual. A mortalidade relacionada à anestesia diminuiu muito nas últimas duas décadas e atualmente é de 1 caso fatal a cada 200.000 a 300.000 anestesias. Isto se deve ao desenvolvimento de novos equipamentos, monitores, técnicas e medicamentos anestésicos; por isso há infinitamente menos riscos de acidentes e complicações. Porém, o risco nunca é zero, já que existem fatores que aumentam a chance de complicações, alguns relacionados à própria cirurgia e outros às condições clínicas do paciente, como doenças preexistentes.


Quais são os possíveis eventos adversos da anestesia?

Os mais comuns são:
- Náuseas e vômitos: evento adverso comum, apresentado por 30% dos adultos e crianças após anestesia geral. Pode ocorrer nas primeiras horas ou dias após a cirurgia e geralmente tratado sem deixar sequelas.

- Rouquidão, tosse e dor-de-garganta: o tubo colocado na traquéia do paciente durante a anestesia geral pode frequentemente causar rouquidão, tosse e dor-de-garganta no período pós-operatório. Na maioria dos casos, o quadro é leve e melhora espontaneamente após alguns dias. Outra complicação que pode haver, principalmente em casos de dificuldade de intubação, é lesão de via aérea, como trauma de dente, lábios e garganta.

-Tremores: geralmente estão associados com a diminuição da temperatura corporal dos pacientes. Podem surgir após anestesia geral, raquianestesia ou anestesia peridural, causando um incômodo transitório para os pacientes.

- Prurido (Coceira): é um evento adverso comum, que pode ser leve a mais intenso, passageiro, tratável, que ocorre após administração de medicamentos opióides, que aliviam a dor.

- Dificuldade de urinar: pode ocorrer em decorrência da anestesia, tanto por bloqueio temporário da sensação de que a bexiga está repleta de urina, quanto por dificuldade de esvaziá-la. Pode ser necessário realizar sondagem vesical.

- Dor nas costas: o paciente pode ter dor localizada nas costas relacionada ao trauma da agulha no local da raquianestesia ou da anestesia peridural. Pode persistir por alguns dias, mas não é duradoura. Pode ocorrer dor nas costas também após cirurgias muito longas, possivelmente pela mesma posição na mesa cirúrgica.

- Dor-de-cabeça: evento adverso possível após raquianestesia ou acidente de punção na anestesia peridural, pois a perda de líquor pode causar tração nas estruturas intracranianas sensíveis à dor. Era muito comum no passado, mas a incidência hoje é menor que 0,04%, devido as agulhas serem extremamente finas. É importante ressaltar que o uso de travesseiro após a raquianestesia NÃO é proibitivo como ocorria no passado. Há tratamento eficaz para essa dor-de-cabeça, através de um conjunto de medicamentos, e a maioria dos pacientes melhora em poucos dias.

- Pneumotórax: quando o anestésico é injetado perto do pulmão, a agulha pode acidentalmente causar um pneumotórax, que é a entrada de ar entre as duas camadas da pleura (membranas que recobrem o pulmão) e resultar em colapso do pulmão. Pode ser necessário colocar um dreno no tórax do paciente.

- Lesão de nervo: evento adverso raro de anestesia regional; a maioria dos casos é temporária, com duração de dias a meses.

- Delirium pós-operatório: é um quadro agudo e flutuante de confusão mental, déficit de atenção, desorientação, perda de memória e flutuações do nível de consciência, que surge nos primeiros dias após a cirurgia que é muito comum em idosos hospitalizados. São fatores de risco: idade avançada, prejuízo cognitivo prévio, principalmente demência, menor escolaridade, consumo excessivo de álcool, uso de medicamentos psicotrópicos, cirurgias de emergência, de grande porte ou de longa duração e doenças preexistentes, como doença neurológica prévia (acidente vascular encefálico, traumatismo encefálico), doença vascular grave e diabetes.

-Distúrbio neurocognitivo pós-operatório: declínio cognitivo no pós-operatório persistente caracterizado por perda de memória e declínio nas atividades da vida diária que acomete principalmente idosos e do qual geralmente o paciente se recupera nos primeiros meses após a cirurgia. Os fatores de risco são os mesmos do delirium pós-operatório.


Fatores que aumentam o risco de complicações

✓ História de alergia a anestesia e de eventos adversos a anestesia
✓ Tabagismo
✓ Consumo excessivo de álcool
✓ Obesidade
✓ Doença cardíaca
✓ Acidente Vascular Cerebral, epilepsia, miopatias e outras doenças neurológicas
✓ Doenças dos pulmões, como asma e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)
✓ Apnéia Obstrutiva do Sono (AOS)
✓ Hipertensão arterial sistêmica
✓ Doença renal crônica ou aguda
✓ Diabetes e doenças da tireóide
✓ Algumas doenças reumáticas como a espondilite anquilosante
✓ Uso de drogas ilícitas principalmente cocaína e crack
✓ Por isso, para maior segurança do ato anestésico-cirúrgico, é importante que o paciente tome algumas medidas antes de ser submetido a cirurgias eletivas: pare de fumar (no mínimo por 3 semaas), perca peso, evite consumo excessivo de álcool e tenha tratamento médico otimizado de doenças preexistentes, como hipertensão arterial, diabetes, asma, DPOC , doenças cardíacas e neurológicas.


O que é Hipertermia Maligna?


É uma doença caracterizada por uma resposta hipermetabólica do organismo após a administração de algumas medicações utilizadas na anestesia geral. É uma complicação raríssima e potencialmente fatal que cursa com aumento da temperatura corporal, contrações musculares e danos a todo o organismo. Ocorre em 1 a cada 50.000 anestesias, é de transmissão genética ou seja, é de origem familiar e a mortalidade é de 1,4% nos pacientes portadores da doença. É fundamental informar o anestesista se houver casos suspeitos de hipertermia maligna na família, ou de casos de complicações durante anestesia na família, pois no paciente com maior chance de ser portador da síndrome, as medicações que podem desencadear a síndrome serão evitadas, a medicação para o tratamento é disponibilizada, e o aparelho de anestesia terá um preparo diferente do habitual.

O que é Sala de Recuperação Pós-Anestésica?

É um setor dentro do Centro Cirúrgico onde a maioria dos pacientes permanece após a anestesia. Na Sala de Recuperação os pacientes são avaliados em relação ao nível de consciência, dor e os sinais vitais são monitorizados de tempos em tempos pré-determinados até que possam ter alta para o quarto em condições seguras e com a dor controlada. Após grandes cirurgias ou devido a doenças preexistentes, alguns pacientes necessitam se recuperar na UTI, para que tenham monitorização e acompanhamento médico e de profissional de saúde contínuos, com maior segurança no período pós-operatório.


Referências:

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