A Sociedade Brasileira de Anestesiologia publicou uma nota de posicionamento a respeito do uso da inteligência artificial na medicina.
O documento destaca os seguintes pontos centrais são:
- Responsabilidade Médica Inalienável: O médico permanece como o único responsável por diagnósticos e decisões clínicas. A IA deve ser usada apenas como ferramenta de apoio, nunca substituindo o julgamento humano.]
- Transparência e Prontuário: O uso de IA deve ser registrado no prontuário médico, e o paciente tem o direito de ser informado e de recusar a participação de algoritmos em seu tratamento.
- Proteção de Dados: Há um alerta rigoroso sobre a confidencialidade, especialmente contra o uso de dados identificáveis em ferramentas de IA pública (como o ChatGPT).
- Deveres das Instituições: Hospitais devem criar sistemas de governança, auditoria e comissões específicas de IA para monitorar riscos, segurança e reduzir vieses algorítmicos.
- Autonomia Profissional: O médico não é obrigado a seguir recomendações de algoritmos e deve denunciar casos em que instituições tentem subordinar sua conduta clínica a decisões automatizadas.
- Uso de IA Generativa: Documentos gerados por IA (relatórios, resumos) são permitidos, mas exigem revisão integral e cuidadosa pelo profissional antes de serem validados.
Em resumo: A IA é vista como uma aliada técnica valiosa, mas sua aplicação deve ser crítica, ética, segura e sempre subordinada à supervisão e responsabilidade criteriosa final do médico.
Confira a nota na íntegra: SBA apoia resolução do CFM sobre uso da inteligência artificial na medicina
Fonte:SBA